quinta-feira, 13 de agosto de 2015

V. Transplante Católico


Transplante Católico.

Em 1967, durante aqueles primeiros tempos de euforia pós-Vaticano II, uma época agitada pelo frenesi ecumênico e apostasia generalizada, alguns estudantes da Universidade de Duquesne em Pittsburg começaram a se expor às influências pentecostais devido à sua aridez espiritual. Eles estavam com “inveja” das “vidas modificadas” de seus muitos amigos protestantes e decidiram então orar pedindo graças idênticas. Uma espécie de retiro de fim de semana foi a chave providencial para os seus questionamentos. Várias pessoas se aproximaram de vários ministros protestantes, leigos e grupos de oração protestantes; e todos receberam o tal “batismo no Espírito” depois de terem tido mãos heréticas impostas sobre eles em oração.

A importância dessa ação não deve ser subestimada. Esses Católicos se submeteram a um rito não católico de caráter quase sacramental_ obviamente uma troça do Sacramento da Confirmação_ e toda a vibração emocional proporcionada por esse pecado (objetivamente falando, naturalmente) convenceu-os da santidade da inteira experiência. Eles saíram dali como “Católicos Carismáticos” e sua influência se espalhou igual fogo selvagem por todo o país — primeiramente nos campus de colégios e depois pelo mundo inteiro.



Se existe um bom argumento para se ouvir a Igreja, esse é um deles. A Igreja por quase 2000 anos, sempre alertou seus filhos para manterem distância de “cultos” heréticos, porque ela sabe muito bem as consequências de tal pecado, tanto para os indivíduos envolvidos como para o Corpo Místico como um todo. Apesar disso a RCC não só admite como imperturbavelmente louva suas raízes ecumênicas e protestantes!

A conclusão tácita é que a Igreja — O Corpo de Cristo — perdeu a maior parte da Fé, enquanto o Espírito Santo mantinha essa mesma fé dentro do Protestantismo; portanto, os protestantes é que estariam devolvendo à Igreja o seu patrimônio perdido. Esse é um posicionamento tão falso quanto audacioso, o que claramente cai em contradição com dois Dogmas de Fé: extra ecclesiam nulla salus = fora da Igreja não há salvação, e a indefectibilidade da Igreja. Ambos serão tratados minuciosamente mais a seguir.

Hoje em dia, praticamente em cada diocese existe um órgão oficial da RCC. Existem grupos de oração carismática, seminários, convenções, retiros, etc. Tudo isso espalhado pelo país e pelo mundo inteiro. Nenhum nível da hierarquia está livre do contingente carismático, e eles são numerosos também entre o clero — especialmente entre o clero regular ou secular. Como procuraremos demonstrar, nem sequer Roma está imune à influência dos Carismáticos.

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