terça-feira, 15 de setembro de 2015

Conselhos para os jovens fugirem das tentações - Parte II, por São João Bosco.

ARTIGO II.

Remédios para algumas ciladas de que o
demônio usa para enganar a mocidade


O primeiro laço que o demônio costuma armar-vos para alcançar a ruína das vossas almas, é sugerir-vos o pensamento de que será muito difícil que durante quarenta, cinqüenta ou sessenta anos, que vos promete de vida, possais caminhar pela difícil vereda da virtude, sempre afastados dos prazeres.

Quando o demônio nos sugerir este pensamento, respondei-lhe: Quem me assegura que eu chegue a essa idade?A minha vida está nas mãos de Deus; pode ser que um dia de hoje seja o último da minha vida.Quantos da minha idade estavam ontem alegres, cheios de vida e de saúde e hoje são levados á sepultura!Quantos meus companheiros desapareceram deste mundo na flor dos anos!E não poderia acontecer isto também a mim!E mesmo quando tivéssemos que trabalhar alguns anos para Nosso Senhor, não teremos uma recompensa extraordinária na eternidade de glória e de gozo, no Céu!



Além disto, nós vemos que os que vivem na graça de Deus estão sempre alegres e também no tempo das aflições têm o coração feliz.Pelo contrário, os que se entregam aos prazeres vivem mal humorados, inquietos e por mais que se esforcem em achar a paz nos seus divertimentos, sentem-se cada vez mais infelizes: Non est pax ímpiis, diz Nosso Senhor.

Acrescentará alguém: Somos moços; se começamos a pensar na eternidade, no inferno, isto nos tornará melancólicos e pode até dar-nos volta ao juízo. De acordo, que o pensamento de uma eternidade feliz, o pensamento de um suplício que não há de acabar nunca mais, seja um pensamento triste e aterrador.Dizei-me porém: Se só o pensar nisto pode dar volta ao juízo, que
seria se para lá fossemos realmente? Melhor será portanto pensar nisso agora, para não cair no futuro, pois é certo que se nisso pensarmos bem, não cairemos em tamanha desgraça.Observai porém que se é triste o pensamento do inferno, enche-nos de consolação a esperança daquele Paraíso onde se gozam todos os bens.Por isso é que os Santos, enquanto pensavam seriamente na eternidade das penas, viviam em grande alegria, com a firme esperança em Deus de serem delas preservados e de chegar um dia a posse dos bens infinitos, que Nosso Senhor reserva a quem o serve.Animo pois, ó meus caros, começai a servir ao Senhor e experimentareis quanto é doce e agradável o seu serviço e de quanta consolação encherá ele o vosso coração no tempo e na eternidade.

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