terça-feira, 8 de setembro de 2015

Do amor de Jesus Cristo em querer ele satisfazer a divina justiça pelos nossos pecados.


1. Narra-se nas histórias um caso de um amor tão prodigioso que será a admiração de todos os séculos. Havia um rei, senhor de muitos reinos, que tinha um único filho, tão belo, tão santo e tão amável, que era o amor do pai, que o amava tanto quanto a si mesmo. Ora, esse principezinho tinha um grande afeto por um seu escravo, de tal modo que, tendo esse escravo cometido um delito, pelo qual já fora condenado à morte, o príncipe se ofereceu ele mesmo a morrer pelo escravo: e o pai, porque era cioso da justiça, contentou-se em condenar o amado filho à morte, a fim de libertar o escravo do merecido castigo. E assim foi feito: o filho morreu condenado, e ficou liberto o escravo [1].

2. Ora, esse caso, ao qual semelhante jamais houve nem haverá no mundo, está registrado nos Evangelhos, onde se lê que o Filhinho de Deus, o Senhor do universo, tendo sido o homem condenado pelo pecado à morte eterna, quis tomar carne humana e assim pagar com a sua morte a pena devida ao homem: Oblatus est quia ipse voluit (Is. LIII, 7). E o Eterno Pai fê-lo morrer na cruz para salvar-nos a nós, miseráveis pecadores: Proprio Filio suo non pepercit, sed pro nobis omnibus tradidit illum (Rom. VIII, 32). Que vos parece, alma devota, este amor do Filho e do Pai?
3. Então, meu amado Redentor, vós, com a vossa morte, quisestes sacrificar-vos, para obter-me o perdão? E o que vos retribuirei por gratidão? Vós muito me haveis obrigado a amar-vos; por demais vos seria ingrato se eu não vos amasse com todo o meu coração. Vós me destes a vossa vida divina; eu, miserável pecador que sou, dou-vos a minha vida. Sim, aquela vida ao menos que me resta quero empregá-la somente em amar-vos, obedecer-vos e dar-vos gosto.
4. Homens, homens, amemos este Redentor, que sendo Deus não se dedignou encarregar-se dos nossos pecados para satisfazê-los com as suas penas e castigos por nós merecidas: Vere languores nostros ipse tulit, et dolores nostros ipse portavit (Is. LIII, 4). - Diz S. Agostinho que o Senhor, ao criar-nos, formou-nos por virtude de seu poder, mas, ao redimir-nos, salvou-nos da morte por meio das suas dores: Condidit nos fortitudine sua, quaesivit nos infirmitate sua [2]. Quanto vos devo, ó Jesus meu Salvador! Se eu desse mil vezes o sangue por vós, se gastasse mil vidas, mesmo assim seria pouco. Ó, quem pensasse frequentemente no amor que vós nos demonstrastes na vossa Paixão, como poderia amar outro além de vós? Por aquele amor com que nos amastes sobre a cruz, dai-me a graça de amar-vos com todo o coração. Amo-vos, bondade infinita, amo-vos sobre todo bem, e não desejo outra coisa além do vosso santo amor.
5. Mas como é isso? pergunta o mesmo S. Agostinho. Como o vosso amor, ó Salvador do mundo, pôde chegar a tal ponto que eu tenha cometido o crime e vós tenhais pago a pena dele? Quo tuus attigit amor? Ego inique egi, tu poena multaria? [3] E o que vos importava, acrescenta S. Bernardo, que nós nos perdêssemos e fôssemos castigados como já merecíamos, que tenhais querido vós satisfazer na vossa carne inocente os nossos pecados? e, para livrar-nos da morte, vós, Senhor, tenhais querido morrer? O bone Iesu, quid tibi est? mori nos debuimus, et tu solvis? nos peccavimus, et tu luis? Opus sine exemplo, gratia sine merito, caritas sine modo (Quod. 1. 5) [4]. Ó obra que não teve nem terá jamais semelhante! Ó graça que nós não poderíamos jamais merecer! Ó amor que não se poderá jamais compreender! [5]
6. Predissera já Isaías que o nosso Redentor devia ser condenado à morte e, como um cordeiro inocente, levado ao sacrifício: Sicut ovis ad occisionem ducetur (Is. LIII, 7). Qual maravilha, ó Deus, devia fazer aos anjinhos ver o seu inocente Senhor ser conduzido como vítima para ser sacrificado sobre o altar da cruz por amor do homem! E que susto deve ter dado no céu e no inferno, ver um Deus condenado como um vilão num patíbulo de opróbrio pelos pecados das suas criaturas!
7. Christus nos redemit de maledictio legis, factus pro nobis maledictum (quia scriptum est: maledictus omnis qui pendet in ligno) ut in gentibus benedictio Abrahae fieret in Christo Iesu (Gal. III, 13, 14). Aqui diz S. Ambrósio: Ille maledictum in cruce factus, ut tu benedictus esses in regno Dei (Ep. 47) [6]. Portanto, meu caro Salvador, vós, para obter-me a divina bênção vos contentastes em abraçar para vós a desonra de aparecer sobre a cruz, maldito diante do mundo e abandonado ao padecimento até mesmo pelo vosso Eterno Pai, pena que vos fez gritar em alta voz: Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquisti me? (Matth. XXVII, 46). Sim, comenta Simão de Cássia, Jesus foi abandonado na sua Paixão para que nós não ficássemos abandonados nos pecados por nós cometidos: Ideo Christus derelictus est in poenis, ne nos derelinquamur in culpis [7]. Ó prodígio de piedade! ó excesso de amor de um Deus para com uns homens! E como se pode encontrar, ó meu Jesus, alma que creia nisso e não vos ame?
8. Dilexit nos, et lavit nos a peccatis nostris in sanguine suo (Apoc. I, 5). Eis aonde chegou, ó homens, o amor de Jesus para conosco para lavar-nos das manchas dos nossos pecados. Ele, derramando todo o seu sangue, quis conceder-nos um banho de salvação no seu mesmo sangue. Offert sanguinem, diz um douto autor (Contens. theol. to. 2. 1. 10. dis. 4), melius clamantem, quam Abel; quia iste iustitiam, sanguis Christi misericordiam interpellabat [8]. Mas aqui exclama S. Boaventura: O bone Iesu, quid fecisti? Ó meu Salvador, o que fizestes? aonde vos transportou o amor? que vistes em mim, que tanto de mim vos enamorastes? Quid me tantum amasti? quare, Domine, quare? quid sum ego? [9] Por que quisestes sofrer tanto por mim? Quem sou eu que a tão caro preço tenhais querido ganhar o meu amor? Ah! foi tudo obra do vosso amor infinito! que por isso sejais sempre louvado e bendito.
9. O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte, si est dolor sicut dolor meus (Thren. I, 12). Considerando o mesmo Seráfico Doutor essas palavras de Jeremias, como ditas pelo nosso Redentor enquanto estava na cruz morrendo por nosso amor, diz: Imo, Domine, attendam et videbo, si est amor sicut amor tuus [10]. E quer dizer: já vejo e entendo, ó meu apaixonado Senhor, o quanto padeceis sobre este lenho infame; mas aquilo que mais me constrange a amar-vos é o contemplar o afeto que vós me demonstrais com tanto sofrimento, a fim de ser amado por mim.
10. O que mais inflamava S. Paulo a amar Jesus era pensar que ele não só por todos, mar por ele em particular quis morrer: Dilexit me, et tradidit semetipsum pro me (Gal. II, 20): Ele me amou, dizia, e por mim se deu à morte. E assim diga cada um de nós; porque afirma S. João Crisóstomo que Deus tanto ama cada homem quanto ama todo o mundo: Adeo singulum quemque hominum pari caritatis modo diligit, quo diligit universum orbem [11]. De modo que cada um de nós não é menos obrigado a Jesus Cristo por ter ele padecido por todos, que se tivesse padecido por ele só [12]. Ora, se Jesus, meu irmão, fosse morto para salvar-vos só a vós, deixando os demais na sua ruína original, que obrigação não terias para com ele? Mas deveis entender ainda que maior obrigação lhe tendes por ter morrido para salvar a todos. Se ele tivesse morrido por vós somente, que pena seria a vossa em pensar que os vossos próximos, pais, irmãos e amigos devessem ser condenados, e que teríeis de ser, depois desta vida, deles sempre separado? Se vós tivésseis sido escravo com toda a vossa família e alguém viesse resgatar-vos a vós só, quanto lhe pediríeis que, junto convosco, resgatasse também os vossos pais e irmãos? E quanto o agradeceríeis, se ele o fizesse para contentar-vos? Dizei, pois, a Jesus: Ah, meu doce Redentor, isso fizestes vós por mim sem que eu o tivesse pedido, não só me resgatastes a mim da morte com o preço do vosso sangue, mas também os meus parentes e amigos, de modo que bem posso eu esperar que, unido com eles, gozar-vos-emos para sempre no paraíso. Senhor, eu vos agradeço e amo, e espero agradecer-vos e amar-vos eternamente naquela pátria feliz.
11. E quem poderá explicar, diz S. Lourenço Justiniano, o amor que tem o Verbo divino por cada um de nós, enquanto ele excede o amor de todo filho por sua mãe e de toda mãe por seus filhos? Praecellit omnem maternum ac filialem affectum Verbi Dei intensa caritas; neque humano valet explicari eloquio, quo circa unumquemque moveatur amore [13]. De modo que revelou o Senhor a S. Gertrudes, que ele estaria pronto para morrer tantas vezes quantas são as almas condenadas, se fossem ainda capazes de redenção: Toties morerer quot sunt animae in inferno [14]. Ó Jesus, ó bem mais amável que qualquer outro bem [15], por que os homens vos amam tão pouco? Dai a conhecer o que sofrestes por cada um deles, o amor que por eles tendes, o desejo que tendes de ser por eles amado, as belas recompensas que por ser amado tendes. Fazei-vos conhecer, ó meu Jesus, e fazei-vos amar.
12. Ego sum pastor bonus, disse o Redentor, bonus pastor animam suam dat pro ovibus suis (Io. X, 11). Mas, Senhor, onde se acham no mundo pastores semelhantes a vós? Os outros pastores dão a morte às suas ovelhas para conservar a própria vida: vós, pastor por demais amoroso, quisestes dar a vossa vida divina para obter a vida às vossas amadas ovelhinhas. E dessas ovelhinhas, ó meu amabilíssimo pastor, uma por minha sorte sou eu. Qual é, pois, minha obrigação de amar-vos e de gastar toda a minha vida para vós, já que vós, por amor meu em particular, morrestes? E que confiança eu devo ter no vosso sangue, sabendo que foi derramado para pagar os meus pecados? Et dices in die illa: Confitebor tibi, Domine. Ecce Deus salvator meus, fiducialiter agam et non timebo (Is. XII, 1, 2). E como posso ainda desconfiar da vossa misericórdia, ó meu Senhor, vendo as vossas chagas? - Vamos, ó pecadores, e recorramos a Jesus que está sobre aquela cruz como em trono de misericórdia. Ele aplacou a justiça divina por nós desdenhada. Se nós havemos ofendido a Deus, ele por nós fez a penitência: basta que nós nos arrependamos disso.
13. Ah, meu caríssimo Salvador, a que vos reduziu a piedade e o amor que tendes para comigo! Peca o escravo, e vós, Senhor, pagais a sua pena? Se penso, portanto, nos meus pecados, devo tremer pelo castigo que mereço: mas, pensando na vossa morte, tenho mais razão para esperar do que para temer. Ah, sangue de Jesus, tu és toda a minha esperança.
14. Mas esse sangue, assim como nos dá confiança, assim também nos obriga a sermos todos do nosso Redentor. Exclama o Apóstolo: An nescitis, quia non estis vestri? Empti enim estis pretio magno (I Cor. VI, 19 et 20). Não que não posso, meu Jesus, sem injustiça, dispor mais de mim e das minhas coisas, enquanto fui feito vosso, tendo-me vós recomprado com a vossa morte. O meu corpo, a minha alma, a minha vida não é mais minha, é vossa e é toda vossa. Quero, pois, só em vós esperar, só a vós quero amar, ó meu Deus crucificado e morto por mim. Eu não tenho nada para oferecer-vos além desta alma resgatada com o vosso sangue; ofereço-vo-la. Aceitai-me a amar-vos, que eu não quero outra coisa além de vós, meu Salvador, meu Deus, meu amor, meu tudo. No passado fui bem grato com os homens, só convosco fui ingrato. No presente eu vos amo; e não há pena que mais me aflija do que ter-vos desgostado. Ó meu Jesus, dai-me confiança na vossa Paixão, e tirai do meu coração todo afeto que não é para vós. Eu quero amar só a vós, que mereceis todo o meu amor e muito me haveis obrigado a amar-vos.
15. E quem poderá resistir a não amar-vos vendo-vos, a vós que sois o dileto do Eterno Pai, que quisestes por nós terminar a vida com uma morte tão amarga e impiedosa?
Ó Maria, ó mãe do belo amor, pelos méritos do vosso Coração inflamado, obtende-nos a graça de viver só para amar o vosso Filho, que, sendo por si digno de um infinito amor, quis a tanto custo conquistar para si o amor de mim, mísero pecador.
Ó amor das almas, ó meu Jesus, eu vos amo, eu vos amo, eu vos amo. Mas vos amo pouco demais; dai-me vós mais amor, mais chamas que me façam viver sempre ardendo no vosso amor. Eu não o mereço, mas bem o mereceis vós, bondade infinita. Amém, assim espero, assim seja.

(O Amor das Almas, S. Afonso de Ligório. CAPÍTULO I.)

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NOTAS:
[1]: Nas primeiras edições (Pellecchia, Paci 1751, De’ Rossi 1755) foi posto sob o n. 1 aquilo que nas edições posteriores, e também na nossa, é dividido entre os nn. 1 e 2. Nelas falta a última frase do nosso n. 2.

[2]: “Invenimus virtutem Iesum, et invenimus infirmum Iesum: fortem et infirmum Iesum... Vis videre quam iste Filius Dei fortis sit? Omnia per ipsum facta sunt... et sine labore facta sunt... Infirmum vis nosse? Verbum caro factum est et habitavit in nobis. Fortitudo Christi te creavit, infirmitas Christi te recreavit... Condidit nos fortitudine sua, quaesivit nos infirmitate sua.” S. AUGUSTINUS, In Ioannis Evangelium, tractatus 15, n. 6. ML 35-1512.

[3]: Liber Meditationum, cap. 7. Inter Opera S. Augustini, ML 40-906. Porém, essas Meditações são obra de um compilador mais recente, provavelmente de Alchero, monje de Claraval. - A passagem aqui aludida é de S. Anselmo. “Quo tuus attigit amor?... Ego enim inique egi, tu poena multaris.” S. ANSELMUS, Orationes, Oratio 2. ML 158-861.

[4]: A mesma sentença se encontra em Lohner, Bibliotheca concinatoria, titulus 110, Passio Christi, §3, n. 1, com a mesma indicação de fonte. - Veja Appendice, 3, A.

[5]: Nas edições de 1751 (Pellecchia, Paci) e na de De’ Rossi (1755), a última exclamação é: “Ó amor sem medida!”.

[6]: S. AMBROSIUS, Epistola 46, ad Sabinum, n. 13. ML 16-1149.

[7]: “Ideo Christus est derelictus in poenis, ne nos derelinqueremur in peccatis, ut ipsius derelictio sit nostra liberatio peccatorum.” SIMON DE CASSIA, De gestis Domini Salvatoris, lib. 13 (de Passione Domini), cap. 116.

[8]: Vincentius CONTENSON. O. P., Theologia mentis et cordis, lib. 10, dissertatio 4, cap. 1, speculatio 1 (quartus excessus).

[9]: “O bone Iesu, quid fecisti, quid me tantum amasti? Quare, Domine, quare? Quare, Domine Iesu? Quid sum ego?” Stimulus amoris, pars 1, cap. 13. Opera S. Bonaventurae, VII, p. 206, col. 2: Lugduni, 1668, post editiones Vaticanam et Germanicam. - Vedi Appendice, 2, 5°.

[10]: “Prae nimia doloris vehementia clamavit, dicens: O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte si est dolor sicut dolor meus. Re vera, Domine Iesu Christe, numquam fuit dolor similis dolori tuo. Tanta enim fuit sanguinis tui effusio, ut totum corpus tuum aspergeretur... Scio, Domine, et vere scio, quia propter aliud hoc non fecisti, nisi ut ostenderes quanto affectu me diligeres.” S. BONAVENTURA, De perfectione vitae ad Sorores, cap. 6, n. 6. Opera, VIII, ad Claras Aquas, 1898.

[11]: “Declarat (Paulus) hoc quoque par esse, ut quisque nostrum non minus agat gratias Christo, quam si propter ipsum solum advenisset. Neque enim recusaturus erat vel ob unum tantam exhibere dispensationem: adeo unumquemque hominem pari caritatis modo diligit, quo diligit orbem universum.” S. IO. CHRYSOSTOMUS, In Epistolam ad Galatas, cap. 2, n. 8. MG 61-646.

[12]: Nas edições de 1751 (Pellecchia, Paci) e na Romana (De’ Rossi, 1755) - que foi feita sobre as precedentes - essa última frase é: “De modo que, meu Redentor, se não houvesse no mundo ninguém além de mim, só por mim ter-vos-íeis feito homem, se morreríeis na cruz.” - Em seguida falta todo o restante, até o n. 11, que foi acrescentado nas edições posteriores.

[13]: S. LAURENTIUS IUSTINIANUS, De triumphali Christi agone, cap. 5 (princípio).

[14]: “Hanc (Gertrudis) percepit instructionem, quod, cum homo dirigit se ad Crucifixum, aestimet in corde suo Dominum Iesum blanda voce sibi dicentem: “Ecce quomodo causa tui amoris pependi in cruce nudus et despectus, et toto corpore vulneratus necnon per singula membra distentus. Et iam tali dulcore caritatis afflicitur Cor meum erga te, quod, si saluti tuae expediret et aliter salvari non posses, iam pro te solo vellem omnia tolerare quae umquam aestimare posses me tolerasse pro toto mundo. Sed vere iam impossibile est quod corpus meum possit amplius mori seu aliquam poenam vel tribulationem pati. Et sic etiam impossibile est quod aliqua anima, quae post mortem meam est vel fuerit in infernum condemnata, inde umquam amplius liberetur... sed sentient infernales poenas in aeterna morte, quia noluerunt frui beneficio mortis et Passionis meae.” S. GERTRUDIS MAGNA, Legatus divinae pietatis, lib. 3, cap. 41 (edizione dei Benedettini di Solesmes, 1875), p. 205. - Questo presso S. Geltrude. Ma le stessissime parole qui riferite da S. Alfonso sono prese dalle Rivelazioni di S. BRIGIDA, Revelationum lib. 7, cap. 19: “Contigit uni personae vigilanti et orationi vacanti, quod... videbat se raptam esse in spiritu in unum palatium... Videbatur quoque sibi Iesus Christus sedere inter sanctos suos... qui suum benedictum os aperiens, proferebat haec verba: “Ego vere sum ipsa summa caritas... Caritas ita incomprehensibilis et intensa nunc in me est, sicut erat in tempore Passionis meae... Si adhuc possibile esset quod ego toties morerer quot sunt animae in inferno, ita quod pro qualibet earum talem mortem iterum sustinerem qualem tunc pro omnibus sustinui, adhuc corpus meum paratum esset subire haec omnia, cum libenti voluntate et perfectissima caritate.”

[15]: Pellecchia, Paci (Napoli 1751): “Ó Jesus, ó homem mais amável e mais amante que todos os homens...”

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