terça-feira, 1 de setembro de 2015

O que é a revolução, por Monsenhor Gaume.

“Se arrancando sua máscara, pergunta se à Revolução: quem
és tu? Ela lhe dirá: eu não sou o que pensam. Muitos falam de
mim e poucos me conhecem. Não sou o carbonarismo, nem
motim, ... nem troca de monarquia por república. Nem
substituição de uma monarquia por outra, nem a pertubação
momentânea da ordem pública. Não sou nem os latidos dos
jacobinos, nem os furores da Montagne, nem a guerrilha nem a
pilhagem, nem o incêndio, nem a reforma agrária, nem a
guilhotina, nem as execuções. Não sou nem Marat, nem
Robespierre, nem Babeuf, nem Mazzani, nem Kassuth. Esses
homens são meus filhos, mas não eu. Essas coisas são minhas
obras, mas não eu. Esses homens e essas coisas são
passageiros mas eu sou um estado permanente. Sou o ódio por
toda ordem, que não tenha sida estabelecida pelo homem e na
qual ele não seja ao mesmo tempo rei e deus. Sou a
proclamação dos direitos do homem sem respeito aos direitos
de Deus. Sou a fundação do estado religioso e social na
vontade do homem em seu lugar. 
Eis porque me chamo Revolução,
ou seja, subversão..."


 Mons. Gaume, “La Révolution, Rechersches Históriques”, Séc. Soc. Saint Paul, Lille, 1877, TI, pág. 18.Citado
por Jean Ousset, “Pour Qu’il Regne”, pág. 122.


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