segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A beatitude da visão virginal de São Domingos Sávio no céu, por São João Bosco.

Estava absorto em contemplar a beleza de Domingos Sávio e lhe perguntei com franqueza: - Por que tens uma veste tão alva e fulgurante?
Sávio calou-se parecendo não querer res­ponder. Mas o coro reiniciou sua harmonia acompanhado pelo som de todos os intrumen­tos. Eis o canto: lpsi habuerunti lumbos praecinctos et deal baverunt stolas suas in sanguine Ágni. (Estes conservaram os rins cingidos e tomaram cândida a própria túnica no sangue do Cordeiro:  Jesus). 

Quando acabou a música perguntei: Por que esta faixa rubra na tua cintura? Sávio também desta vez não respondeu. 
Então D. Alasonatti sozinho se pôs a cantar: Virgines enim  sunt et sequuntur Agnum quocumque ierit. (Estes são Virgens e fazem corôa ao Cordeiro onde quer que Ele vá). 

Então eu compreendi como aquela faixa vermelha cor de sangue fosse símbolo dos grandes sacrifícios, dos violentos esforços e até quase do martírio sofrido para conservar a virtude da pureza, bem como terem eles esta­do prontos para dar a vida, caso as circunstân­cias exigissem tal sacrifício, por amor à virtu­de. Era também o emblema das penitências que purificam a alma de suas culpas. A alvura e  o esplendor da veste significam a inocência batismal conservada.

Trecho do Livro: Dom Bosco nos guia à pureza.

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