sábado, 31 de outubro de 2015

A respeito do amor próprio - São Francisco de Sales

"O amor-próprio poderá estar em nós mortificado; morto, porém, nunca estará. De tempos a tempos, em ocasiões diferentes, há de lançar renovos, mostrando que, se foi cortado pelo pé, não lhe foram arrancadas as raízes.. Por forma alguma não nos devemos admirar por não sentir o amor-próprio dar sinais de vida. Dorme às vezes como uma raposa; depois, dum salto, se atira sobre as galinhas. É, pois, mister velarmos constantemente sobre ele e defendermo-nos com paciência e mansidão. Se às vezes desdizemos o que o amor próprio nos fez dizer, ou desfazermos o que nos induziu a fazermos, sinal é de que estamos curados... Mas por algum tempo somente, até que venham à supuração novas enfermidades, porque nunca estaremos perfeitamente curados senão quando estivermos no Paraíso.. E nesta vida, por muito boa que seja a nossa vontade, não há remédio senão ter paciência de sermos homens, e não anjos."

São Francisco de Sales - A Arte de aproveitar as próprias faltas.

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