quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Aos orgulhosos descrentes do Santíssimo Rosário, São Luis Maria Grignon de Monfort.

    Ainda que a devoção do Rosário tenha sido autorizada pelo Céu por meio de muitos prodígios e tenha sido aprovada pela Igreja por diversas bulas de Papas, sempre se encontram depravados, ímpios, e "espíritos fortes" que procuram desacreditá-la, ou pelo menos afastar dela os fiéis.
    É fácil reconhecer que suas línguas são infectadas pelo veneno do inferno e que eles são conduzidos pelo espírito maligno; pois ninguém pode desaprovar o santo Rosário sem que condene o que há de mais piedoso na religião cristã, a saber, o Pai Nosso, a Ave Maria, os mistérios da vida, da morte e da glória de Jesus Cristo e de sua santa Mãe.
     Se São Boaventura teve razão em dizer que morrerá no pecado e será condenado aquele que tiver desprezado a Santíssima Virgem, que castigos não devem esperar aqueles que afastam os outros de sua devoção?
    Quando São Domingos pregava em Carcassone, um herege fazia brincadeiras com os seus milagres e com os quinze mistérios do Rosário, o que impediu a conversão de outros hereges.
    Para punir esse ímpio, Deus permitiu que quinze mil demônios entrassem em seu corpo; os pais dele o levaram ao Santo, pedindo que o livrasse daqueles espíritos malignos. Ele se pôs em oração e exortou toda a gente a rezar o Rosário com ele, em voz ata. Eis que, acada Ave-Maria, a Santíssima Virgem fazia sair cem demônios do corpo daquele herege, sob a forma de carvões ardentes. Depois de libertado de todos os demônios que o possuíam, abjurou seus erros e se converteu, juntamente com muitos correligionários impressionados pelo castigo e pela força do Rosário.

     Eu não duvido que os espírito críticos e orgulhosos deste tempo coloquem em dúvida os relatos deste pequeno tratado, como sempre fizeram, se bem que eu me tenha limitado a transcrever excelentes autores contemporâneos, e em parte um livro recentemente composto pelo Padre Antonin Thomas, da Ordem dominicana, intitulado O Rosário místico.
    Toda a gente sabe que há três espécies de fé para as diversas narrativas. Às histórias narradas na Escritura sagrada, devemos uma fé divina; às histórias profanas que não repugnam à razão e são escritas por bons autores, devemos uma fé humana; e às histórias piedosas contadas por bons autores e em nada contrárias à razão, à fé e aos bons costumes, ainda que elas sejam por vezes extraordinárias, devemos uma fé piedosa.
    Não se deve ser nem crédulo demais nem crítico demais; é preciso manter o equilíbrio para dessa forma encontrar o ponto da verdade e da virtude. 
    Mas assim como a caridade crê facilmente em tudo o que não é contrário à fé nem aos bons costumes, assim também o orgulho leva a negar quase todas as narrativas bem confirmadas, sob o pretexto de que elas não estão na Escritura.
    É esse um artifício de satanás, no qual caíram os hereges que negam a Tradição, e no qual caem sem se dar conta os críticos de hoje, que movidos unicamente por orgulho e auto suficiência não crêem no que não compreendem ou no que lhes desagrada.
     

A Eficácia Maravilhosa do Santo Rosário.

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