quarta-feira, 14 de outubro de 2015

As consequências do CVII - Dom Marcel Lefebvre

    As conseqüências foram rapidamente tiradas e aplicadas na vida da Igreja:
    - As dúvidas quanto à necessidade da Igreja e dos sacramentos trazem o desaparecimento das vocações sacerdotais.
    - As dúvidas sobre a necessidade e a natureza da “conversão” de cada alma trazem o desaparecimento das vocações religiosas, a ruína da espiritualidade tradicional nos noviciados, a inutilidade das missões.
    - As dúvidas sobre a legitimidade da autoridade e a exigência da obediência provocada pela exaltação da dignidade humana, da autonomia da consciência, da liberdade, abalam todas as sociedades a começar pela Igreja, as sociedades religiosas, as dioceses, a sociedade civil, a família.
     O orgulho traz como consequência todas as concupiscências dos olhos e da carne. Talvez seja uma das constatações mais atrozes de nossa época, ver a que decadência moral chegou a maior parte das publicações católicas.
     Falam sem o menor pudor da sexualidade, da limitação dos nascimentos por qualquer meio, da legitimidade do divórcio, da educação mista, do flerte, dos bailes como meios necessários à educação cristã, do celibato dos padres, etc.

     - As dúvidas sobre a necessidade da Igreja, única fonte de salvação, sobre a Igreja católica, única religião, provenientes das declarações sobre o ecumenismo e liberdade religiosa, destroem a autoridade do Magistério da Igreja. Com efeito, Roma não é mais a “Magistra Veritatis (Mestra da Verdade)” única e necessária.
    É preciso pois, forçado pelos fatos, concluir que o Concilio favoreceu de uma maneira inconcebível a difusão dos erros liberais. A fé, a moral, a disciplina eclesiástica foram abaladas em seus fundamentos, segundo as previsões de todos os papas. A destruição da Igreja avança a passos rápidos. Por uma autoridade exagerada dada às Conferências episcopais, o Soberano Pontífice tornou-se impotente.
     Em um só ano, quantos exemplos dolorosos! No entanto o Sucessor de Pedro e só ele pode salvar a Igreja.


Trecho do livro: Acuso o Concílio de Dom Marcel Lefebvre

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