quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ecce Homo e Santa Teresa D'Ávila

   “Andava pois já a minha alma cansada e, embora quisesse, não a deixavam descansar os ruins costumes que tinha. Aconteceu-me que, estando eu um dia no oratório, vi uma imagem (Imagem policromada do Ecce Homo, que se conserva e venera no mosteiro da Encarnação de Ávila), que para ali trouxeram a guardar; tinham-na ido buscar para certa festa que se fazia na casa.
 Era a de Cristo muito chagado e tão devota que, ao pôr nela os olhos, toda eu me perturbei por O ver assim, porque representava bem o que passou por nós. Foi tanto o que senti por tão mal Lhe ter agradecido aquelas chagas, que o coração, me parece, se me partia e arrojei-me junto d’Ele com grandíssimo derramamento de lágrimas, suplicando-Lhe que me fortalecesse de uma vez para sempre para não O ofender” 


(Vida 9,1). 

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