quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Qual deve ser nossa atitude diante da Nova Missa, e por este fato, diante de toda a reforma litúrgica, incluindo a reforma do breviário, do calendário litúrgico, do ritual dos defuntos, etc.?

    Aqui nossa atitude também dependerá da definição que damos desta reforma.
    Se considerarmos esta liturgia reformada como herética e inválida, seja por causa das modificações introduzidas na matéria e na forma, seja por causa da intenção do reformador inscrita no novo rito e contrário à intenção da Igreja Católica, é evidente que nos está proibido participar desses ritos reformados: participaríamos em uma ação sacrílega.
    Essa opinião apóia-se sobre séries razões, mas não absolutamente evidentes. Por isso, me parece imprudente afirmar que pecam gravemente todos os que participam, de qualquer forma que seja, de um rito reformado.
    Deixando de lado as pessoas que conferem os sacramentos segundo este novo rito, se se considera a reforma geral nos textos publicados por Roma, vendo-nos obrigados a dizer, com os Cardeais Ottaviani e Bqacci, que estes ritos se distanciam de forma verdadeiramente inquietante dos textos definidos sobre esse tema no Concílio de Trento. A preocupação de um ecumenismo exagerado aproximou de tal forma esta reforma à reforma protestante que disto resulta em grave perigo de diminuição da Fé e até de perda da Fé para aquelas que usma esses ritos de forma habitual e constante, e isto inclui no caso daqueles que se esforçam por guardar as aparências da Tradição.
     Esse juízo se emite sobre os textos reformados oficiais; "faventes heresiam".
     Esses textos concluem pois por exercer uma influência sobre a intenção de muitos sacerdotes, sobretudo dos jovens, distanciando-os da intenção de favor o que faz a Igreja Católica, daí os riscos de invalidez.
    Em efeito, os novos textos eliminaram as alusão Sacrifício propiciatório, aumentaram a atmosfera de comida, de Ceia, em detrimento do Sacrifício; minuíram a adoração, os sinais da Cruz, as genuflexões.
    Tudo no novo rito tente a substituir o dogma católico sobre a Missa e definido pelo Concílio de Trento, pelas noções protestantes.
    Desta forma, a intenção terminará por se aplicar a um rito protestante e já não ao que faz a Igreja de sempre e para sempre.
    Temos que acrescentar as más traduções, as adaptações, a criatividade, etc., outras tantas causas de invalidez possíveis e, em todo o caso, de sacrilégios.
     A conclusão é evidente: é um dever nos abster habitualmente, não aceitar assistir senão em casos excepcionais: casamentos, enterro, e quando se tem a certeza moral de que a Missa é válida e não sacrílega.
    E isto vale para toda a reforma litúrgica.
    É melhor não assistir senão uma vez ao mês à verdadeira Missa e se for necessário inclusive com um intervalo maior de tempo, que participar de um rito que sabor protestante, que nos priva da adoração devida a Nosso Senhor e talvez até a Sua presença.
     Os pais devem explicar a seus filhos por que preferem rezar em casa ao invés de concorrer a uma cerimônia perigosa para sua Fé.


Dom Marvel Lefebvre, trecho do livro: Acuso o Concílio.

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