sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Viver de amor... Santa Teresinha do Menino Jesus

     Entre tanto amor e tanta dor, Teresa com começou a falar da sua celeste missão em tom profético: "Nunca dei a Deus senão amor e Ele não me retribuirá serão amor. Depois de minha morte, farei cair uma chuva de rosas."
     Uma irmã falou-lhe da bem aventurança do Céu, e ela a interrompeu dizendo:
    - Não é isto que me atrai...
    - Que é então?
    - Oh! É o amor! Amar, ser amada e voltar aqui na terra para fazer amar o amor.
     Uma noite, acolheu a M. Inês com mais serenidade de que de costume.
    "Minha Madre, chegou aos ouvidos certa nota de um concerto longiquo, e pensei que logo hei de ouvir melodias incomparáveis; mas essa esperança só me alegrou um instante; uma só expectativa faz bater meu coração: é o amor que hei de receber e que poderei dar!"
    Essas profecias tornaram-se mais claras e solenes, a 17 de julho. No dia 16, festa de N. S. do Carmo, tinha recebido a Sagrada Comunhão de modo comovente.
    Tinha sido trazida por um jovem sacerdote que devia celebrar a primeira Missa na capela das Carmelitas. O pavimento dos claustros desaparecia debaixo de um tapete de flores do campo e rosas desfolhadas. A enfermaria estava ornada como num santuário; e antes que o Corpo de Jesus se colocasse nos lábios da futura Santa, Maria Guérin, que era agora Sóror Maria da Eucaristia cantou, com voz doce e melodiosa, uma estrofe da poesia composta pela Santa: "Viver de Amor".
     Morrer de amor!... Dulcíssimo martírio
     Por quê meu coração co'afan suspira,
     Falanges celestiais, baixai do Empíreo,
     Temperai, Querubins, a vossa lira;
     Sinto que vai findar meu exílio.
     Jesus! Meu sonho enfim se realize:
     Morrer de amor...



Retirado do Livro Santa Teresa do Menino de Jesus, de 1949, escrito pela Sóror Jesualda do Espírito Santo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário