terça-feira, 5 de janeiro de 2016

MALDITA LÍNGUA!


Havia um homem — diz S. Afonso — que aparentemente levava uma vida boa, mas sempre se confessava mal. Tendo caído gravemente enfermo, foi visitá-lo o pároco, que o exortou a receber os sacramentos, porque se achava em perigo de vida. O doente, porém, não queria saber de confissão.
— Mas por que o senhor não quer confessar-se?
— Porque estou condenado, respondeu o doente. Nunca confessei com sinceridade os meus pecados e Deus, por castigo dos meus sacrilégios, agora me retira a força de repará-los.
Dito isto, começou a morder a língua, gritando:
— Maldita língua, que te recusaste, quando podias, a confessar todos os pecados.
E entregando-se ao desespero, e arrancando pedaços da língua, expirou. O seu corpo preto como carvão lançava horrível mau cheiro.



Tesouro de Exemplos - Parte 31

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