sábado, 25 de junho de 2016

O amor, o mais erudito dos mestres

Amadas esposas, vou hoje mostrar-vos que se estiverdes atentas às inspirações do Divino Amor, sereis doutas na Minha própria Sabedoria!

Bem-aventurados os que tiverem como mestre o Amor, e sabeis porque? Porque o amor leva a alma ao sacrifício, e onde está o sacrifício está Deus. Sim, Eu já vos provei como Eu só Me acho no sacrifício, porém, quem é capaz de levar a natureza e a própria alma a se sacrificar? Somente o amor é capaz de levar o homem a abraçar o que tanto lhe repugna — o sacrifício!

Sabeis, que o homem foi criado para gozar, portanto o sacrifício é uma lei contrária às inclinações do corpo e da alma.
 
Eis porque o sacrifício é um cálice amargo!
Eu mesmo o disse no Getsêmani: Meu Pai se é possível afastai de mim este cálice!

Amadas esposas, depois da queda de Adão e Eva, foi imposta esta lei do sacrifício, para que por esta via o ho­mem se humilhasse e fizesse penitência do seu pecado:

Com o suor de tua fronte comerás o pão, esta lei Eu mesmo a vim confirmar, tomando sobre Mim todas as iniquidades, expiando-as na Minha humanidade e na Minha alma.
Abracei esta lei do sacrifício, porque dentro de Mim havia a voz do amor, que Me dizia: Amo os homens; eis porque, apesar de Me repugnar esta lei, abracei todas as humilhações, todos os opróbrios e todas as dores, para cumprir o que estava escrito que Eu seria chamado o Ho­mem das dores!

Amadas esposas, porque o amor assim Me impulsionou a abraçar a lei do sacrifício, deixei de sofrer? Ah! não, o amor não diminuiu a repugnância pela dor, nem tão pouco a intensidade da dor, mas o amor Me deu uma sede ar­dente de Me sacrificar, para mostrar-vos a intensidade deste mesmo amor!

O sacrifício é o transbordamento do amor, e posso-vos provar o que vos digo. Não vedes quando duas pessoas se amam? O que fazem? Sacrificam-se, uma pela outra. É neste sacrifício que vós conheceis que na realidade se amam, portanto, o amor é o mais erudito dos mestres, e posso vos dizer é o único mestre que leva o homem a se sacrificar! Sendo, como já vos disse, o homem destinado a gozar, não pode abraçar a lei contraria — o sacrifício, se dentro de si não tiver a força misteriosa do amor. Oh! que força possui o verdadeiro amor, capaz de feitos he­róicos!

Vede, amadas Minhas, o que ledes nas vidas dos gran­des santos. Ficais pasmas, quando contemplais esses heróis, esmagando suas paixões e revolvendo o mundo com seus prodígios.

Tais homens são capazes disto por si mesmos? Como podem operar tantas maravilhas com prejuízo do seu bem estar, de suas comodidades e de sua honra?! Quem lhes dá esta força misteriosa? É o amor, é somente o amor que os faz arder nesta febre divina! São capazes de loucuras, sim, de loucuras divinas!

Eu fui o primeiro louco, Maria foi a segunda louca, sim, deste amor divino! Quem deu força a esta delicada donzela, tão tenra em idade, para deixar Seu querido Filho ir ao encontro da própria morte? Foi a loucura do amor que Lhe deu esta força indômita, esta força misteriosa, para se calar quando me viu na via dolorosa do Calvário!

Oh! Minhas amadas, se não fosse o amor, Maria teria zombado dos soldados, e, lançando-Se sobre Mim, teria ti­rado a Cruz de Meus ombros! Oh! sim, Maria não teria resistido; mais eis que dominada pelo amor, calou-Se, aba­fando a Sua grande e imensa dor, acompanhando-Me passo a passo, na Minha loucura da Cruz, onde ia patentear à huma­nidade Meu grande amor, Minha loucura de amor!

Oh! o amor é o único capaz de mover o coração a abra­çar o sacrifício, porque o amor é fogo,      o amor é luz, o amor é vida da alma. O amor é fogo fazendo movimentar esta máquina de todo vosso ser, dando assim ao coração energias para abraçar a lei divina. O sacrifício não é Minha lei? Sim, o sacrifício é Minha lei, por isso, depois do pecado, só o amor é capaz de abraçar o que repugna! Oh! minhas amadas, se amais na realidade a um ente vosso, ainda que ele vos cause repugnância, por motivo de uma moléstia, vós proporcionais todos os cuidados. Vede o amor abraçan­do o sacrifício! Portanto, o amor é fogo que movimenta o coração e o faz abraçar o que lhe repugna!

O amor é luz, porque o amor  humano faz ver, na  pes­soa que se ama, qualidades que às vezes não existem; entretanto, o amor divino vos faz ver como Sou bom, como Sou amável em Mim mesmo.

Este amor que é luz vos faz compreender-Me e tudo que se compreende, aprecia-se melhor; portanto, se este divino Amor vos faz ver o que vos tenho preparado, chamando-vos para a vida perfeita, vos proclama bem-aventuradas. Esta luz que dimana do amor, vos faz ver como tudo passa neste mundo, como tudo é vaidade! Só não é vaidade o amar-Me.

Oh! como é belo o amor, como é bela esta luz, que dimana do verdadeiro amor.

O amor é vida, sim, o Meu amor dá a vida à alma, dando-lhe forças para esmagar os inimigos e abraçar com alegria os sacrifícios que este esmagamento acarreta!

Vede, amadas Minhas, como tenho razão de vos dizer que o amor é o mais erudito dos mestres, não havendo outro capaz de dar lições que ele dá!

Contemplai a religiosa tíbia e sem amor. Ela não é capaz de um pequeno Sacrifício, tudo acha difícil, tudo lhe custa, porque, no seu coração, não tem este mestre — o amor; e se o tem é muito pouco e morno, por isso será ela lançada para longe de Mim! Oh! não posso admitir uma religiosa tíbia e morna, porque é incompatível com este nome sublime — esposa de um Deus!

A esposa de um Deus Crucificado, que não abraça o sa­crifício, não se iluda! Esposa de um Deus, quão sublime e admirável é este belo título; porém, não vos iludais; ai de vós se o fordes só de nome, sereis fulminadas de mim mes­mo! Eu sou o Deus da verdade, e não penseis que desejo ver-vos na ilusão. Porventura não Sou bom? Bem o sabeis, quantas vezes isto vos tenho dito: Sou bom, Sou misericordioso, ajudo a quem a Mim recorre, porém, se abusardes de Meu infinito amor, se não derdes ouvidos ao Meu grande amor, que vos diz: Sede perfeitas, trabalhai para isto com a vossa boa vontade, pois se abusardes, se vos fiardes em razões tomadas às pressas e sem reflexão, se confiardes em umas confissões sem propósito, e viverdes afobadas, e se não nutrirdes os desejos, que devem dominar os corações das Minhas amadas, mansas, humildes, pacientes, caridosas, puras e cumpridoras de vosso sagrado dever, se por amor não abraçardes as penas quotidianas, ainda que com repugnância, não aceito vosso sacrifício.

Fique aqui bem claro, que o sentir repugnância não é um mal, ao contrário será um bem, porque aceitar o Sacrifí­cio com Sacrifício é um bem duplicado. Com efeito, Deus não pode aceitar o sacrifício cheio de reclamações, censuras, e contrariedades! Este sacrifício, em verdade, per­deu todo o seu valor, diante de Mim, mas o sacrifício que custa e que a pobre alma faz no silêncio do seu coração, violentando-se para m’o ofertar, na verdade vos declaro: este sacrifício o cumularei de bênçãos, guardando-o para a vida eterna e para gozo de quem m’o ofertar.

Oh! Minhas amadas, abraçai, com verdadeira satisfa­ção, estas palavras saídas de Minha infinita misericórdia; meditai-as todos os dias, quando estiverdes fracas, pois em verdade vos digo, se isto fizerdes sereis perfeitas. São estas palavras de misericórdia, guardai-as no vosso coração e na vossa alma, e Eu vosso Jesus, que Sou vosso Tudo, vosso Esposo amantíssimo, vos dou tudo isto por Maria.

Pedi a Ela que vos dê os merecimentos de Suas lágri­mas, para que possais compreender estas palavras de mi­sericórdia.

Pelas mãos de Maria, do Reino da Misericórdia.
Via à confiança.

( O BOM COMBATE  NA ALMA GENEROSA)

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