quinta-feira, 14 de julho de 2016

A REALIDADE DO PURGATÓRIO – II

COMO É QUE AS PENAS DO PURGATÓRIO SÃO TÃO SEVERAS?

O fogo que vemos na Terra foi feito pela bondade de Deus para nossa comodidade e nosso bem estar.
O fogo do Purgatório, pelo contrário, está feito pela Justiça de Deus para penar e purificar-nos e é, por conseguinte, incomparavelmente mais severo.
Nosso fogo, como máximo, arde até consumir nosso corpo; feito de matéria, pelo contrário o fogo do Purgatório atua sobre a alma espiritual, a qual é inexplicavelmente mais sensível a pena.
TÃO SEVERO COMO É O FOGO DO PURGATÓRIO, É A PENA DA SEPARAÇÃO DE DEUS, A QUAL A ALMA TAMBÉM SOFRE NO PURGATÓRIO, E ESTA É A PENA MAIS SEVERA.
A ALMA SEPARADA DO CORPO DESEJA COM TODA A INTENSIDADE DE SUA NATUREZA ESPIRITUAL ESTAR COM DEUS.

É CONSUMIDA DE INTENSO DESEJO DE VOAR ATÉ ELE.
AINDA É RETIDA, E NÃO HÁ PALAVRAS PARA DESCREVER A ANGÚSTIA DESSA ASPIRAÇÃO INSATISFEITA.
QUE LOUCURA, ENTÃO, É PARA UM SER INTELIGENTE COMO O SER HUMANO NEGAR QUALQUER PRECAUÇÃO PARA EVITAR TAL ESPANTOSO FEITO. É INFANTIL DIZER QUE NÃO PODE SER ASSIM, QUE NÃO O PODEMOS ENTENDER, QUE É MELHOR NÃO PENSAR OU NÃO FALAR DELE.
O FEITO É QUE, CRENDO OU NÃO, TODAS AS PENAS DO PURGATÓRIO ESTÃO MAIS ALTAS DO QUE PODEMOS IMAGINAR OU CONCEBER.

O Príncipe Polonês
Houve um príncipe polaco, que por uma razão política, foi exilado de seu país natal, e tendo chegado à França, comprou um lindo castelo.
Desafortunadamente, perdeu a Fé de sua infância e estava ocupado em escrever um livro contra Deus e a existência da vida eterna.
Dando um passeio uma noite em seu jardim, se encontrou com uma mulher que chorava amargamente. Perguntou-lhe o porquê de seu desconsolo.
"Oh, príncipe", ela replicou, "sou a esposa de John Marie, seu mordomo, o qual faleceu faz dois dias. Ele foi um bom marido e um devoto servente de Sua Alteza. Sua enfermidade foi larga e gastei todos os recursos em médicos, e agora não tenho dinheiro para ir a oferecer uma Missa por sua alma ".
O príncipe, tocado pelo desconsolo desta mulher, lhe disse algumas palavras, e ainda que professava já não crer mais na vida eterna, lhe deu algumas moedas de ouro para ter a Missa por seu defunto esposo.
Um tempo depois, também de noite, o Príncipe estava em seu estúdio trabalhando febrilmente em seu livro. Escutou um ruidoso tocar a porta, e sem levantar a vista de seus escritos, convidou a quem fosse a entrar.
A porta se abriu e um homem entrou e parou frente ao escritório de Sua Majestade. Ao levantar a vista, qual não seria a surpresa do Príncipe ao ver a John Marie, seu mordomo morto, que o olhava com um doce sorriso.
Príncipe, disse-lhe, "venho a agradecer-lhe pelas Missas que você permitiu que minha mulher encomendasse por minha alma. Graças ao Salvador Sangue de Cristo, oferecido por mim, vou agora ao Céu , mas Deus me permitiu vir aqui e agradecer-lhe por suas generosas esmolas".
Logo o agregou solenemente "Príncipe, há um Deus, uma vida futura, um Céu e um Inferno".
Dito isto, desapareceu.
O Príncipe caiu de joelhos e recitou um Credo.

Santo Antonino de Florença e seu amigo

Aqui há uma narração de diferente classe, mas não menos instrutiva.
Santo Antonino, o ilustre Arcebispo de Florência, relata que um piedoso cavaleiro havia morrido, o qual tinha um amigo em um convento Dominicano no qual o Santo residia.
Varias Missas foram sufragadas por sua alma.
O Santo se afligiu muito quando, depois de um prolongado lapso, a alma do falecido lhe apareceu, sofrendo muitíssimo.
"Oh meu querido amigo" exclamou o Arcebispo, "estás, todavia no Purgatório, tu, que levaste tal piedosa e devota vida?".
"ASSIM É, E TEREI QUE PERMANECER AQUI POR UM LARGO TEMPO" REPLICOU O POBRE SOFREDOR, "POIS EM MINHA VIDA NA TERRA FUI NEGLIGENTE EM OFERECER SUFRÁGIOS PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO. AGORA, DEUS, POR SEU JUSTO JUÍZO, APLICA OS SUFRÁGIOS QUE DEVIAM SER APLICADOS POR MIM, EM FAVOR DAQUELES PELOS QUAIS ELE DEVIA TER REZADO".
"MAS DEUS, TAMBÉM, EM SUA JUSTIÇA, ME DARÁ TODOS OS MÉRITOS DE MINHAS BOAS OBRAS QUANDO ENTRAR NO CÉU ; MAS, PRIMEIRO DE TODO, TENHO QUE EXPIAR MINHA GRAVE NEGLIGÊNCIA DE NÃO ME LEMBRAR DOS OUTROS".
TÃO CERTAS SÃO AS PALAVRAS DE NOSSO SENHOR: "COM A VARA COM QUE MEDES SERÁS MEDIDO".
Recorda, tu que lês estas linhas, o terrível destino desse piedoso cavaleiro será o daqueles que deixam orar e recusam ajudar as Santas Almas.

[CONTINUA]

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