quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O sentido de Nós - I


1.    Introdução


Sim, este texto é longo. É o primeiro de uma série em que tento traduzir em linguagem mais ou menos filosófica minhas próprias reflexões sobre o significado das emoções e seu papel nas relações humanas. É verdade que muito se escreveu sobre as paixões/emoções humanas, não pretendo substituir nenhuma grande referência literária, mas apenas expor em meus próprios termos o que aprendi com minhas leituras, observações e experiências. O bom de escrever é que você se torna senhor não só da própria linguagem, mas das próprias ideias, e, portanto, de si mesmo. Se não somos capazes de dizer o que pensamos, outros o farão por nós. A escrita é o domínio da palavra, e a palavra expressão das ideias, e ideias são o que há de mais sublime em nós, portanto, escrever é um ato de liberdade, da liberdade de pensar corretamente e por si mesmo. Escrever é tornar-se senhor de si mesmo. Isso porque textos são amostras de mundo, mundos à mostra. Mostramos nosso universo particular à medida que escrevemos. Mostramos quem somos e quem não somos; o que é parcial, mas também o que é pleno. A cada palavra tecida nos entretecemos. Mostramos o que veio à memória, mas também o que esquecemos; do que nos afastamos e com que nos envolvemos. Mostramos, na verdade, que estamos nos escrevendo.


2.    Descrição e Expressão


As emoções são indescritíveis ou indefiníveis. Quando alguém tenta explicar o que é o amor fatalmente precisará recorrer a outras palavras ou descrições que nos remetem de volta à própria palavra. Amor é o que um palmeirense sente pelo Palmeiras, é perdoar o mal que os outros nos fizeram, é cuidar do outro e de si mesmo, etc. Em todos esses casos não estamos falando de amor, estamos falando do que falamos sobre o amor. Essa circularidade dos nossos hábitos linguísticos foi denominada pelos filósofos da linguagem como “círculo hermenêutico”. O círculo hermenêutico é o circuito em que se move a nossa linguagem e o nosso pensamento, não podemos fugir dele. Não podemos dizer o não-dito, pois, se fizermos isso, o não-dito torna-se dito. Ao dizer que há um não-dito, este (não-dito) vem a ser dito por mim mesmo. Se eu disser “não digo cavalo”, acabo por dizer o que não deveria, ou seja, “cavalo”. Não podemos atravessar um abismo sem o auxílio de uma ponte, e o abismo da compreensão (ou incompreensão se você estiver falando com um fundamentalista qualquer) só pode ser atravessado pela ponte da linguagem. A compreensão de qualquer coisa se desenvolve necessariamente no interior dos nossos hábitos linguísticos e com as nossas emoções não é diferente. Dessa forma, quando digo “emoções” estou a dizer algo, mas o que estou a dizer quando digo isto? O que estamos a dizer quando dizemos “amor”, “alegria”, “tristeza”, etc? Poderíamos seguir um método etimológico e ir atrás das origens gramaticais e históricas do uso das palavras para sabermos o que significam. Por exemplo, a palavra “religião” é tão polêmica no seu uso originário como o é agora. Alguns dizem que a sua origem vem do latim “religare” que significa “religar”, “restabelecer”, uma vez que algumas religiões ocidentais são movidas pela ideia de retorno a um lugar do qual saímos (O Paraíso, o Éden) como o Cristianismo, o Judaísmo, etc. Outros, que vem de “relegere”, ou seja, “reler”, uma vez que várias religiões são baseadas em textos sagrados. Vejamos que mesmo na busca pela raiz etimológica das palavras o que na verdade estamos buscando é o seu uso, ou seja, os contextos históricos concretos em que as palavras são usadas. Assim como não falamos de amor, mas daquilo que estamos acostumados a falar de amor, da mesma forma não buscamos a “essência” das coisas descritas pelas palavras. Não estamos buscando outras coisas senão as palavras mesmas e a experiência que fazemos com elas. Estamos buscando experiências e as palavras que as traduzem. Em última análise estamos fazendo a experiência de dizer experiências, ou experimentando nosso próprio dizer. Palavras e experiências são, no fundo, uma só coisa.  


3.    A intersubjetividade das expressões


Muito bem, e o que isso tem a ver com a tentativa de descrever nossas emoções ou explica-las? Basicamente que, agora, a frase que abriu este texto deve ser complementada. Não podemos descrever nossas emoções, mas podemos expressá-las. O expressar ou exprimir é diferente de descrever ou explicar.  Descrições são impessoais, posso descrever um objeto apenas listando suas características típicas e nada disso me afetar pessoalmente. Mas as expressões possuem uma marca "subjetiva", algo que não se reduz a um acervo de características impessoal. Uma pessoa só é capaz de “entender” nossas emoções se conseguir captar o que estamos expressando com nossas palavras e gestos. E isso só é possível se compartilhamos de um vocabulário comum, de experiências conjuntas, se somos capazes de pensar juntos ou sentir juntos. Esse vocabulário comum que permite o diálogo (o dizer e o ouvir recíprocos) é frequentemente chamado por alguns filósofos de “horizonte de sentido”. Esta expressão é rica em significados. Só possui “horizonte de sentido” quem é dotado de visão, só há horizontes para sujeitos que enxergam. O horizonte é o campo visual de um sujeito ou de vários deles. Roger Scruton[1], em seu livro “O Rosto de Deus”, usa a expressão “visão de algum lugar” para se referir à perspectiva da primeira pessoa ou o “Eu” (um sujeito). Horizonte é isto, a visão de algum lugar. Quando falo de mim mesmo falo de uma perspectiva, da visão de algum lugar, de um horizonte. Nossas emoções, ou mais propriamente, nossas ideias acerca das nossas emoções pressupõem um horizonte, um campo visual intersubjetivo ou comum. É impossível expressar o que sentimos da mesma forma como descrevemos objetos inanimados ou o comportamento de outros animais. Claro que existe muita polêmica atual a respeito dos “direitos” dos animais, afinal estes também seriam dotados de subjetividade, de sentimentos, etc, e, de alguma forma deveríamos trata-los com certa dignidade. Não pretendo entrar nessa complexa questão, mesmo sabendo que minha gata de estimação Maggie ficará um tanto quanto chateada comigo...  


Deixando o parêntesis zoológico de lado, o que pretendo dizer é que o mundo dos nossos afetos possui uma especificidade própria que não pode ser confundida com o mundo das “categorias objetivas do entendimento”, o mundo das operações matemáticas, das descrições científico-causais, etc. Quando falamos das nossas relações afetivas, morais, jurídicas e religiosas estamos a falar de um outro mundo. O mundo do campo visual intersubjetivo, o mundo dos horizontes de sentido, o mundo do diálogo intersubjetivo. Mas o que é isso? Que mundo é esse? O que queremos dizer quando dizemos que amamos alguém, ou estamos bravos, ou tristes, ou alegres? Um primeiro passo para as respostas a essas questões já foi dado, a saber, que esse mundo do qual falamos é habitado por sujeitos e não apenas objetos. Apenas sujeitos podem falar de si mesmos, expressarem sentimentos ou compartilharem um horizonte de sentido comum.  Isto significa que não seremos bem-sucedidos em procurar saber se o dia da nossa geladeira foi estressante, divertido ou entediante. Também não ouviremos nada de original do nosso guarda-roupa, ou melhor, simplesmente não ouviremos coisa alguma. Piadas à parte, podemos mencionar que o mundo dos nossos afetos é habitado por sujeitos e estes são capazes de falarem de si mesmos e dividirem com outros sujeitos emoções, percepções, ideias. São capazes de compartilharem horizontes, de avistar coisas diferentes deles mesmos e compartilharem com outros o seu “visar”. A nossa capacidade subjetiva de “avistar” coisas e reconhecer outros “avistadores-de-coisas” é chamada de autoconsciência. A capacidade de se ver como um “Eu” que vê outras coisas que não é “Eu”, bem como a capacidade de enxergar outros “Eus”, os quais chamamos de “Você” é própria da nossa autoconsciência. Quando “Eu” encontro com “Você” estamos a compartilhar de um horizonte comum, somos capazes de nos avistar como “Eus”, somos autoconscientes do nosso ser., portanto, toda a possibilidade de compreensão dos sentimentos ou das ideias do outro só é verdadeira quando vemos o outro como “Outro-Eu”. Isso significa que vemos o outro como “Outro-Eu”, da mesma forma que somos para o outro um “Outro-Eu”. Em outras palavras, só há compreensão mútua quando percebemos que onde há “Eu” e “Você” não há apenas “Eu” e “Você”, há “Nós”. Eu e Você indica identidade individual, mas “Nós” indica identidade relacional. Nós somos Eu e Você um para o outro, respectivamente. Eu e Você somos um. Eu e Você somos um Nós. 


4.    A especificidade do “Nós”


Aqui já podemos ressaltar que "Nós" enquanto identidade relacional possui um modo de ser próprio. "Nós" não é a soma de individualidades (Eu e Você estagnados), mas a autoconsciência mútua de que somos um "Nós", somos Eu e Você um para o outro. O "Nós" emerge do horizonte de que ambos partilhamos do mesmo horizonte, de que ambos estamos a nos avistar um no outro. Se o Nós fosse uma mera soma de individualidades uma multidão de desconhecidos poderia também ser abarcada pelo conceito de Nós. Mas isto é falso. Não basta ajuntarmo-nos para sermos Nós, precisamos vermo-nos como um Nós. Milhares de pessoas que tomam o metrô na praça da Sé em horário de pico são uma coletividade, uma soma de individualidades, mas não são um Nós. Não possuem uma identidade relacional porque não se veem, cada qual pensa apenas em si, na própria individualidade, na própria necessidade de entrar no metrô antes dos outros. Multidões são coletividades, soma de individualidades e não Nós. Ao contrário do que o senso comum pensa, o agrupamento indiferenciado de indivíduos não forma uma autoconsciência compartilhada, um Nós, mas apenas uma multidão de indivíduos sem rosto, sem identidade. Não há muita diferença entre uma manada de búfalos e uma multidão de pessoas amontoadas no mesmo lugar. Isso porque em coletividades o outro não é "Outro-Eu", não é uma pessoa, com uma identidade, com um rosto. Mais uma vez o exemplo de Scruton sobre o rosto é elucidativo. Segundo ele, não podemos avistar nosso próprio rosto a não ser por reflexão. E o rosto é a parte do nosso corpo mais importante, pois é a marca da nossa identidade pessoal. Seguindo esse modo de pensar só podemos conhecer mais profundamente a nós mesmos vendo nossos próprios rostos e isso não é possível sem algo que o reflita. Sem dúvida que o espelho pode fazer o papel da reflexão, mas o olhar do outro como "Outro-Eu" é diferente. Um espelho é capaz de me refletir, mas não de me olhar como um "Outro-Eu". Por isso o olhar do outro como olhar de "Outro-Eu" é um olhar que constitui comigo um "Nós", um horizonte comum, um avistar partilhado, um "ver junto", sentir junto, pensar junto, etc., nossa verdadeira identidade é interpessoal. Esta é a razão do porquê um bebê precisa avistar sua mãe logo quando nasce, pois, sua identidade pessoal irá ser moldada pelo olhar da mãe nos próximos anos. E, por outro lado, a mãe só se vê como mãe quando vê o filho. Precisamos olhar para quem amamos para saber quem nós somos. 



5.    O gostar no contexto do “Nós”


Ver a nós mesmos no outro e vice-versa é fundamental para nosso autoconhecimento. O Nosso autoconhecimento emerge do nosso Eu-Você compartilhado. Mas agora é o momento de nos perguntarmos "E o que as emoções têm a ver com isso?". Bom, as emoções ou paixões devem ser compreendidas no contexto do olhar compartilhado entre Eu-Você, ou seja, no contexto do Nós. Provavelmente muitos relacionamentos não "dão certo" porque simplesmente não são relacionamentos entre Nós. É um relacionamento “Eu-Eu” e “Você-Você”.  Muitos casais não se veem como um Nós, mas com um Eu e Você ajuntado, misturado, uma soma de individualidades. Eu gostei de você e “Você” gostou de mim, logo temos algo em comum: um afeto mútuo. Por incrível que pareça essa maneira de pensar diz o oposto do que verdadeiramente é, ou seja, não há afeto mútuo, há dois afetos em questão. Há "Eu-gostando-de-Você" e "Você-gostando-de-Mim". Há “Eu” e você, mas não há Nós. Como assim não há Nós? Ora, quando “Eu” gosto de você não estou a me relacionar com você como “Outro-Eu”, mas apenas comigo mesmo, afinal o gostar é Meu. Você é apenas o Objeto do meu gostar, ainda não é “Sujeito”, não é Outro-Eu com quem compartilho um olhar. Eu gosto disso, daquilo e de mais aquilo outro e de você. Você é apenas objeto das Minhas pretensões. E eu sou objeto das Suas. Quando ambas as pretensões se chocam ou se desarmonizam, ironicamente digo que a culpa é Sua e Você me diz que a culpa é Minha. Nunca fomos “Nós”, sempre fui Eu querendo que você satisfizesse o Meu desejar, o Meu gostar, o Meu querer. Na verdade, Você (como um Outro-Eu) nunca existiu, só “Eu” existi para mim mesmo, para meu gostar, meu querer, meu desejar... Desejar você enquanto Objeto das minhas pretensões. Ora, sendo assim, de onde vem o Nós? O Nós é fruto da consciência compartilhada que Eu e Você temos juntos. É fruto do visar compartilhado, quando “Eu” vejo “Você” como um Outro-Eu e vice-versa. Isso significa que não há possibilidade de relacionamento se “Nós” não enxergarmos o espaço e os limites Um do Outro. Um relacionamento nunca é a extensão das minhas pretensões individuais, mas essencialmente uma troca de ideias, sentimentos e experiências entre Nós. Quando enxergo o outro como mero objeto das minhas pretensões e meus desejos deixo de tratá-lo como deveria, ou seja, como um Outro-Eu com as próprias preferências, ideias, experiências etc. Talvez a atomização das sociedades contemporâneas seja um dos fatores pelos quais muitos compromissos relacionais falham, talvez porque nunca foram compromissos, mas apenas idealizações de indivíduos carentes pela satisfação das suas fantasias românticas/sexuais. 


6.    Compromisso e Entretenimento


Não pretendo fazer uma crítica pessimista e superficial à geração a qual pertenço, mas creio que ela não compreende o significado da palavra “compromisso", razão pela qual   irei me deter na sua elucidação. No compromisso, “Você” é Outro-Eu que vê a Mim e vice-versa, logo, somos um Nós com a possibilidade de uma história. É necessário diferenciar compromisso de entretenimento. Um compromisso é uma aliança e, portanto, possui um sentido historial, tende para um futuro conjunto, compartilhado. Compromisso é a capacidade de ter diversas experiências com a mesma pessoa e entretenimento é a capacidade de ter a mesma experiência com pessoas ou situações diferentes. Uma pessoa que tem várias diversões não tem história, mas apenas vivências. Entreter-se é apenas usufruir de si mesmo no ser do outro, mas estabelecer um compromisso é construir uma história conjunta, um projeto, um sentido para Nós. Entreter-se consiste em “Eu usar você e Você a mim”, ao invés de Nós caminharmos juntos. Talvez precisemos nos demorar aqui, para ficar mais claro o sentido de entretenimento. O entretenimento, o lazer, a diversão ou como quer que se chame, é uma atividade que praticamos no intervalo das nossas ocupações habituais, das nossas obrigações e compromissos rotineiros. É algo que fazemos para nós, enquanto indivíduos, um retiro espiritual de si mesmo. Eu vou ao cinema, ao shopping, ao parque, etc., sem a obrigação de prestar contas a ninguém a não ser a mim mesmo. Na verdade, não preciso prestar contas, preciso apenas "curtir" o momento. No lazer não há uma dimensão de responsabilidade temporal e a atividade que se pratica se esgota em si mesma. Vou ao jogo do Palmeiras porque gosto. Vou ao Shopping porque quero. Num compromisso por outro lado, devo lavar a louça porque foi isso que combinei com minha esposa. O cumprimento de tarefas domésticas é uma responsabilidade de dimensão temporal, pois mantém o relacionamento, o Nós. Ai de mim se não lavar a louça, o divórcio vem na certa... O lazer por outro lado é uma atividade que não faz coisa alguma a não ser nos manter nela mesma e só. Estou a jogar vídeo game, a andar no Shopping, a torcer para o Palmeiras e só. Não há nada além disso. O entretenimento é algo que fazemos quando não temos mais nada a fazer, quando terminamos de cumprir nossos compromissos. É um fazer que não faz coisa alguma, é uma falta do que fazer. Obviamente que a falta do que fazer do entretenimento tem lá a sua importância, mas aplicado o raciocínio acima a âmbitos civilizacionais, teríamos a singular situação de ver milhares de pessoas vivendo de futilidades, de vazios. Uma civilização construída à base de entretenimentos é uma civilização de desocupados, de sem o que fazer. Uma civilização de irresponsáveis que só pensam em si mesmos e nas próprias diversões, pois não possuem o senso do dever e do compromisso com o próximo. É uma civilização que ironicamente mina a sua própria história, pois história só é possível com o outro, é um compromisso compartilhado que se estende pelo tempo. Uma civilização baseada em entretenimentos e diversões é mero jeito de falar, pois simplesmente não existe. Até mesmo no mundo atual em que multiplicamos exponencialmente nossas possibilidades de entretenimentos, estes já não são mais vistos como meras atividades distrativas, mas como programas familiares. Ir ao cinema, à praia, ou à chácara no final de semana com a família são as maneiras contemporâneas de se reforçar os laços e compromissos mútuos, o sentido de "Nós". Nesta última situação a atividade deixa de ser entretenimento e passa a ser compromisso: "temos que" esquecer o trabalho por um momento e tirar um tempo livre com a família. Vemos, portanto, que o compromisso põe a necessidade de responsabilidades conjuntas a serem divididas por Nós ao longo do tempo. O início de um compromisso é o início de uma história, de experiências conjuntas e responsáveis ao longo do tempo. Quando iniciamos um compromisso precisamos coordenar juntos os nossos afazeres e obrigações e nossos lazeres, isto é, o "tempo livre". Mas nos compromissos apenas a projeção para um futuro conjunto não basta ao relacionamento. Também é necessário reavaliar as escolhas passadas. Em compromissos, frases como "Lembra aquele dia que você disse isso para mim? Então..."  tornam-se muito comuns. Isso porque um compromisso ou um relacionamento responsável não se sustenta "automaticamente": Nós cometemos erros, nos magoamos, nos perdoamos e precisamos trabalhar juntos para que isso não ocorra novamente. A culpa não é sua nem minha, é Nossa, e precisamos reparar o que fizemos Um ao Outro. Agimos de maneira irresponsável e egoísta e acabamos por nos prejudicar tolamente. Vamos reconstruir Nossa   história. 



7.    Uma conclusão interrogativa


Posto tudo isso, poderíamos dizer que um compromisso é a consagração de Nós, da Nossa história, que muito provavelmente se iniciou com algum sentimento de amor/paixão/atração, ou como quer que se chame. Todas as digressões acima foram necessárias para retomarmos a seguinte pergunta: E as nossas emoções, qual o papel delas em tudo isso? Todos sabemos que as emoções impulsionam ou até mesmo destroem relacionamentos responsáveis/compromissos, então, como deveríamos compreende-las em nossas relações? Até que ponto podemos/devemos nos deixar levar pelas nossas emoções? Temos algum controle sobre elas? Se sim, qual? Tais reflexões, porém, deixarei para o próximo texto.



[1] [1] O rosto de Deus; Scruton, Roger.  1 ed. São Paulo: É Realizações, 2015.

Felipe pereira
FONTE: http://arazaodonada.blogspot.com.br/ 

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