sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Jesus chora de saudade



Senhor! É obra de misericórdia consolar os que choram, dar de comer a quem tem fome, visitar os encarcerados.
Ah! Senhor, sois Vós aquele que brada no fundo dos tabernáculos: Meus filhos, estou chorando de saudades. Há tanto tempo, que alguns de meus filhos, se afastaram de mim... outros não conhecem seu pai!... Que saudades! Como isso me dilacera a alma!...

A alma unida


Como é que as almas absorvidas na Divindade chegaram ao termo da bem-aventurança? Atravessaram as trevas, caminharam com perseverança durante a noite; procuram pacientemente a verdade e ouviram o Verbo; e guardaram fidelidade às Suas inspirações. «E Jesus, voltando-se para trás, e vendo que o seguiram, disse-lhes: Que buscais? Eles disseram-lhe: Mestre, onde habitas? E ele disse-lhes: Vinde e vede. Foram, e viram onde habitava, e ficaram lá com Ele» (João, I, 38-39).

Como se deve dirigir a Deus

  
"Quanto mais as almas confiam nessas vãs cerimônias, tanto menos confiança põem em Deus, e não alcançarão dEle o que desejam. Há alguns que oram mais pelas suas pretensões pessoais do que para honrar a Deus; e, embora persuadidos de estar a realização de suas petições sempre subordinada à vontade divina, o espírito de propriedade e o gozo vão que os animam levam-nos a multiplicar as preces para obter o efeito dos pedidos. Fariam melhor dando outro fim às suas súplicas, ocupando-se em coisas mais importantes como em purificar deveras a consciência, e ocupar-se, de fato, no negócio de sua salvação eterna. Todas as outras diligências, fora destas, devem ser relegadas a segundo plano. Obtendo de Deus o que é mais essencial, obtém-se igualmente todo o resto, desde que seja para o maior bem da alma, mais depressa e de modo muito melhor do que se fosse empregada roda a fôrça para alcançar essas graças. Assim prometeu o Senhor dizendo pelo Evangelista: «Buscai, pois, primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas se vos acrescentarão» (Mt 6, 33).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A maneira de rezar o Rosário para agradar a Deus


  Não é o prolongamento de uma oração que agrada a Deus e lhe conquista o coração, mas o seu fervor. Uma só Ave-Maria bem rezada tem mais mérito do que cento e cinqüenta mal rezadas.
  Vejamos, pois, a maneira de rezar o Rosário para agradar a Deus e nos tornarmos santos.
  Em primeiro lugar, é preciso que a pessoa que reza o Rosário esteja em estado de graça, ou pelo menos na resolução de sair do seu pecado, porque a Teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não agradam a Deus nem podem merecer a vida eterna.
  Aconselhamos o Rosário a todas as pessoas: aos justos, para que perseverem e cresçam na graça de Deus; e aos pecadores também, mas para que saiam de seus Pecados.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

IV Consideração, Certeza da morte - PONTO III

  

  A morte é certa. Tantos cristãos sabem-no, o crê- em, o vêem e, entretanto, vivem no esquecimento da morte como se nunca tivessem de morrer! Se depois desta vida não houvesse nem paraíso nem inferno, seria possível pensar menos na morte do que se pensa atualmente? Daí procede a má vida que levam.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Das vantagens da luta

Das vantagens da luta

Non coronatur nisi qui legitime certaverit.
Ninguém é coroado, sem que tenha combatido legitimamente.
(II. Tm 2, 5)

Enumeramos as diversas qualidades que deve ter o verdadeiro soldado de Deus. Dispondo desses meios, pode entrar em guerra, certo de que a luta durará enquanto lhe durar a vida. 

Terá, com efeito, toda a vida uma natureza rebelde, tendências más, que deverá sempre reprimir, sem nunca poder diminuí-las. A concupiscência resulta do pecado original. Como os outros males que provêm de igual origem, a ignorância, a sujeição às enfermidades e à morte, essa concupiscência se fará sentir toda a vida para nos fazer compreender o mal que é o pecado, e levar-nos a expiar nossas faltas individuais.

Os Males da Inveja...


Um bom jardineiro plantou perto de sua casa algumas videiras, que davam sombra agradável e deliciosas uvas. É verdade, não eram muitas, mas excelentes. Um vizinho invejoso veio uma noite e cortou muitos galhos da videira. De manhã, quando viu aquele estrago, o bom jardineiro sentiu muito pesar, pois ignorava que a poda faz frutificar a videira, e dizia: “Tenho vontade chorar; mas como não choro, minhas pobres videiras derramam lágrimas ao verem-se tão cruelmente maltratadas”. Quão grande foi, porém, a alegria do jardineiro, quando viu que naquele ano a videira produziu maior número de cachos, maiores e mais formosos do que no ano anterior. Foi devido a inveja de seu vizinho que ele aprendeu a podar as videiras e torná-las fecundas. 

Tesouro de Exemplos, Pe. Francisco Alves


XI - DIÁLOGO ENTRE O DIRETOR E O ESCRUPULOSO


diretor. Conheço os males de que a vossa pobre alma sofre; compadeço-me deles do fundo de minhas entranhas; qui­sera curá-los; mas sabeis qual seria o meio disso, depois de tudo o que acabais de ler?

escrupuloso. Não; ignoro-o, e desejo vivamente que mo ensineis.

diretor. Tende uma confiança sem li­mites na misericórdia divina pela me­diação de Nosso Senhor Jesus Cristo, que derramou o Seu sangue por vós, que vos procurou como uma ovelha desgarrada através das sarças e dos espinhos, e que quis expiar pessoalmente os vossos peca­dos para vos dar a paz e a salvação. Poderíeis desesperar e perder confiança à vista do que Deus fez por vós dando-vos Seu Filho, que se fez a Si mesmo vítima por vós? Que há que não obtenhais pela mediação de Jesus Cristo? Que há que não acheis n’Ele? Força, luz, justiça, santidade, con­solação, perseverança; porquanto Jesus Cristo é um dom universal em quem estão encerrados todos os outros dons e todos os tesouros da graça. “Dando-nos seu Filho, diz S. Paulo, Deus não nos deu todas as coisas com Ele?” (Rom 8, 33). Deu-no-lo para ser o suplemento universal de todas as nossas misérias, de toda a nossa in­dignidade. E que quereríamos que Deus fizesse a mais para nos inspirar sentimentos de confiança e de amor? Que pode Ele acres­centar a admirável economia da redenção, da religião, dos sacramentos, da mediação da SS. Virgem, de tantos caminhos abertas à vossa confiança?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A DESCONFIANÇA DE NÓS MESMOS



“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;
na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
(Mt 26:41)

A desconfiança de nós mesmos, nos é necessária neste combate de tal maneira, que sem ela devemos ter por certo que não só não poderíamos conseguir a desejada vitória, como não venceríamos a menor das paixões. (Mt 26:41)
Importa que desta verdade fiquemos bem persuadidos, porque nossa natureza corrompida nos empurra a ter uma vã e errada estimação de nós mesmos. Apesar de sermos um nada verdadeiramente, nem por isso deixamos de nos persuadir de que prestamos para alguma coisa, e que sem fundamento algum presumimos poder alcançar por nossas forças. (cf. Lc 17:10 ; Ro 6:16-23)

X - CONDUTA DO CONFESSOR DOS ESCRUPULOSOS CONSOANTE O ABADE BOUDON



Primeiramente, não se pode dizer bas­tante o quanto é grande a necessidade de um diretor experimentado nesses ca­minhos; os que têm apenas ciência po­dem ser prejudiciais em várias ocasiões, porquanto, além do conhecimento que a ciência dá da diferença entre o pensa­mento e o consentimento da vontade, é necessário penetrar bem o que se passa no interior da pessoa que pede conselho.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

IV Consideração, Certeza da morte - PONTO II

  


IV Consideração, II Ponto

É certo, pois que todos fomos condenados à morte. Todos nascemos — disse São Cipriano — com a corda ao pescoço, e a cada passo que damos mais nos aproximamos da morte. Meu irmão, assim como foste inscrito no livro do batismo, assim, um dia, o serás no registro dos mortos. Assim como, às vezes, mencionas teus antepassados, dizendo: meu pai, meu tio, meu irmão, de saudosa memória, o mesmo dirão de ti teus descendentes. Como muitas vezes tens ouvido planger os sinos pela morte dos outros, assim outros ouvirão que os tocam por ti.